A lógica como estudo das condições de coerência do pensamento e do discurso
«Estudar Lógica sedimenta as nossas aptidões de raciocínio e ajuda-nos a torná-las mais confiáveis. Em Lógica, aprendemos a defender juízos e a criticar a defesa das afirmações que consideramos erradas. Usando a Lógica, fortalecemos as nossas capacidades naturais, amadurecemo-las e compelimo-las a dar frutos. Aprendemos, ao estudar Lógica, a distinguir os bons dos maus argumentos.»
Irving Copi e Carl Cohen, Introdução à Lógica.
O homem estrutura o seu pensar e o seu falar segundo critérios, regras, leis ou princípios. São estes que tornam o pensamento e o discurso coerentes, lógicos. Essas leis e princípios são, pois, condições sem as quais o ser humano não consegue articular, relacionar, organizar o que pensa, o que diz e o que faz.
Ao pensar e ao falar utilizamos palavras, construímos frases, fazemos interrogações, exclamações e pedidos, damos ordens, expressamos desejos, etc.. Mas, sobretudo, fazemos afirmações. Relacionamos as palavras, as ideias, as afirmações, os factos, os acontecimentos, etc., e argumentamos construindo um discurso.
É com um discurso organizado e lógico que transmitimos e expressamos aos outros os nossos saberes e as nossas experiências. É falando que argumentamo em defesa de uma tese ou contra ela, é argumentando que defendemos as nossas ideias, ou mostramos a falta de fundamento ou coerência de opiniões diferentes das nossas. Argumentamos para defender ou refutar determinadas opiniões, teorias, posições, verdades, crenças ou atitudes.
À Lógica interessa essencialmente a validade e a correcção dos pensamentos. A Lógica é o estudo das condições de validade do raciocínio e do pensamento; é o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir um raciocínio correcto de um raciocínio incorrecto.