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Relação entre normas e valores morais
Sociedade e cultura
Duas ideias a reter:
- o ser humano é produto da sua cultura e também a produz;
- a cultura não é estática.
Diversidade cultural
É norma socialmente reconhecida entre nós que devemos cuidar dos nossos pais e familiares quando atingem uma idade avançada. Os esquimós deixam-nos morrer de fome e de frio nessas mesmas condições. Em vários países muçulmanos a poligamia (um homem pode ter várias esposas) é uma prática normal, ao passo que nas sociedades cristãs ela é vista como imoral e ilegal. Certas tribos na Nova Guiné consideram que roubar é moralmente correcto; a maior parte das sociedades condenam esse acto. Em certos países a pena de morte vigora, ao passo que noutros foi abolida.
Centenas de páginas seriam insuficientes para se documentar a grande diversidade de normas e práticas culturais que existem actualmente e também as que existiram. Veja-se, actualmente, na diferença entre as culturas ocidentais, islâmicas, orientais, etc. Por outro lado, historicamente, recorde-se as alterações que as sociedades, as culturas e as mentalidades sofreram, por exemplo, desde os séculos XVII ou XVIII, para não recuarmos mais no tempo.
Etnocentrismo
ou seja,

Relativismo moral
Questão em debate: Universalidade ou Relatividade?
As normas e os valores são universais e absolutos ou relativos?
(Reler apontamento sobre Historicidade e Perenidade dos valores)
Não é fácil tomar posição sem provocar algum tipo de reacção:
a) Se defendemos que há valores absolutos, isso significa que podemos impor esses valores às culturas/sociedades que não os têm (etnocentrismo); por exemplo, se consideramos a pessoa como um valor absoluto e pretendemos que outras sociedades a considerem como tal, então podemos ser acusados de etnocêntricos.
b) Se admitimos o relativismo, como podemos condenar as práticas de outras culturas (como a excisão), que para nós são aberrantes?
[Excisão ð mutilação genital feminina; corte parcial ou destruição total do clitóris.]
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Observação: Valores humanos como a tolerância, a democracia, a liberdade, são valores cada vez mais importantes, mas que não se têm imposto: têm-se conquistado, com muitas lutas, em muitas e diferentes culturas e sociedades. Temos que lutar por eles (nunca estão dados/adquiridos definitivamente), mesmo que isso implique algumas contradições.
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