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Pages de Philosophie.

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ESTUDAR FILOSOFIA

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Estudar Filosofia, como estudar outra disciplina qualquer, é uma actividade que exige esforço e método. Sem método, o esforço é ineficaz. Com método, a aprendizagem torna‑se mais agradável e o sucesso mais fácil.

Apresentam-se neste post algumas orientações metodológicas.

 

 

COMO  LER  DE  FORMA  ACTIVA

 

A leitura eficaz de um texto ou de um conjunto de textos processa‑se em duas etapas distintas.

Numa primeira etapa, lê‑se «por alto», faz‑se uma leitura rápida, dando particular atenção a títulos, esquemas, anotações e frases em destaque. O objectivo é saber de que assunto se trata e identificar os elementos mais importantes ou mais interessantes do texto.

Depois de obter uma visão geral do assunto, chega o momento de ler «em profundidade». Nesta segunda etapa, o leitor aproxima‑se do texto, de forma cuidadosa e crítica, para compreender o que se diz e como se diz. A compre­ensão do texto é fundamental para elaborar correctamente esquemas ou resu­mos e para fazer bons comentários.

A ignorância das palavras constitui o primeiro obstáculo à compreensão de um texto. Por isso, o estudante deve consultar o dicionário, sempre que encontra palavras desconhecidas cujo significado não pode descobrir pelo contexto.

O dicionário é a fonte mais segura para tirar dúvidas. Na maior parte dos casos, basta recorrer a um dicionário geral, mas, por vezes, torna‑se aconse­lhável o recurso a dicionários especializados no assunto que se pretende estu­dar.

Dominando as palavras, o estudante torna‑se mais competente não só a ler mas também a escrever e a falar.

Fazer sublinhados e anotações é um processo de leitura activa que desperta a atenção e facilita a captação das ideias. Além disso, sublinhados e anota­ções são auxiliares preciosos para tirar bons apontamentos e rever matéria.

A arte de sublinhar está na capacidade de seleccionar o essencial. Sublinhar tudo é tão inútil como não sublinhar nada. Aconselha‑se ao leitor que sublinhe, de preferência, definições, fórmulas, esquemas, termos técnicos ou outras expressões que sejam a chave da ideia principal.

As anotações são reacções do leitor, escritas à margem dos textos. Essas anotações podem expressar‑se através de palavras ou pequenas frases que resumam a ideia central de um parágrafo. Podem ainda expressar‑se através de um simples ponto de interrogação como sinal de dúvida ou discordância em relação às ideias do texto.

Esquemas e resumos facilitam a aprendizagem e permitem revisões rápidas antes das provas.

Os esquemas são simples enunciados de palavras‑chave e podem ter a forma de índices, quadros, gráficos, desenhos ou mapas. Representam uma grande economia de palavras e permitem visualizar facilmente o conteúdo de um texto. Mas a matéria esquematizada (com letras, linhas, figuras, sinais e palavras‑chave, etc.) pode perder o sentido com o decorrer do tempo. Daí que os resumos se tornem mais aconselháveis, uma vez que neles se condensam as ideias essenciais, usando frases bem articuladas.

Um bom resumo é a reconstrução abreviada do texto original, por palavras próprias, seguindo o plano e o pensamento do autor. Isto exige a identi­ficação e o registo das ideias de cada parágrafo.

Resumir não é comentar. Um bom resumo diz apenas, com brevidade, cla­reza, rigor e originalidade, o que disse o autor do texto.

O comentário vai além do resumo, na medida em que implica:

‑ compreender a ideia central do texto e os argumentos utilizados pelo autor para defesa dos seus pontos de vista;

‑ situar o texto na obra do autor e no seu contexto histórico, cultural ou filosófico;

‑ apreciar o valor das ideias apresentadas, comparando‑as, por exemplo, com as ideias defendidas por outros autores a respeito do mesmo assunto.

 

 

 

TÓPICOS PARA O COMENTÁRIO DE TEXTO

 

 

1 ‑ Leitura atenta do texto.

 

2 ‑ Resumo do conteúdo do texto e busca da sua temática central.

 

3 ‑ Análise dos problemas, ideias e conceitos abordados pelo autor.

 

Realizada esta primeira etapa, entraremos no comentário propriamente filosófico:

 

4 ‑ Explicação do sentido do texto, para o que será necessário ter em conta os seguintes aspectos:

 

a)   a explicação dos conceitos‑chave do texto ou obra;

 

b)  o esclarecimento dos supostos filosóficos do autor e/ou escola filosófica em que se possa integrar, e bem assim do contexto problemático e histórico;

 

c)   a valorização crítica do texto, nomeadamente pela comparação com outros autores e pela tomada de uma posição pessoal e crítica do comentador.

 

5 ‑ A síntese e conclusões, nas quais, por vezes, convém apresentar uma explanação sintética das teses antes desenvolvidas.

 

 

 

 

COMO  PARTICIPAR  NAS  AULAS

 

Os alunos interessados sabem, quase sempre, qual o tema da aula seguinte. Assim podem não só levar o material de trabalho indispensável (manual, cadernos, ... ) mas também preparar a matéria que será tratada na aula.

Para a preparação antecipada da matéria, sugere‑se uma leitura rápida das páginas do manual (ou de outro livro) dedicadas ao tema. Igualmente vanta­joso será proceder a uma revisão dos assuntos da lição anterior.

A preparação cuidada das aulas é um factor de motivação que permite ao aluno estar mais atento, participar melhor e captar a matéria com mais facilidade.

Os alunos interessados em compreender bem a matéria sabem que têm de se concentrar nas tarefas da aula e ouvir com aten­ção os professores e os colegas. Alunos distraídos correm o risco de captar os assuntos de modo parcial e deformado.

Os  alunos bons são, geralmente, assíduos e pontuais, mas não se limitam a assis­tir e a escutar. Colaboram activamente com os professores e com os colegas para tornar as aulas mais vivas e os assuntos mais interessantes. Expõem as suas dúvidas e, quando solicitados, intervêm nos debates, respeitando sempre os outros.

Fazer perguntas é uma forma de intervenção ao alcance de todos os alu­nos. São legítimas todas as perguntas que revelam interesse pela matéria. São positivas as perguntas que pretendem esclarecer uma dúvida concreta. São oportunas as perguntas que não interrompem o pro­fessor a meio de uma explicação e se relacionam com o assunto da aula.

 

Quando se trata de expor uma opinião ou o resultado de uma pesquisa, o aluno deve ponderar bem aquilo que diz e a maneira de dizer. Aconselha‑se que exponha apenas ideias fundamentadas no estudo ou na experiência. Além disso, é ainda conveniente:

transmitir as ideias com firmeza e convicção, mas sem a arrogância de quem se julga dono da verdade;

manter um ritmo de fala animado, evitando os excessos da pressa ou da lentidão;

olhar de frente os ouvintes, para captar a sua atenção e observar as suas reacções;

saber calar‑se antes de aborrecer.

 

Para evitar o esqueci­mento, é necessário registar o essencial da aula num «dossier» ou caderno de apontamentos.

Mesmo que haja manual, aconselha‑se ao aluno que registe sempre os esquemas, as sínteses, os comentários e as indicações bibliográficas que o professor apresenta na aula. Não vale a pena tentar escrever todas as palavras do professor. É mais eficaz anotar as ideias, por palavras próprias.

Muitas vezes, o aluno precisa de completar ou esclarecer o que escreveu nas aulas. Esse trabalho de aperfeiçoamento deve ser feito o mais cedo pos­sível, quando a matéria ainda está fresca, para que os apontamentos fiquem prontos a usar, no momento das revisões finais.

 

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